PIB da região ABC volta a crescer e se mantém como 4º maior do País

PIB da região volta a crescer e se mantém como 4º maior do País

 

Apesar da reação, geração de riquezas perde representatividade nacional, ao atingir 1,78%

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

15/12/2018 | 07:30

O PIB (Produto Interno Bruto) da região, indicador que mede a geração de riquezas das sete cidades, voltou a crescer em 2016. Após três anos de queda, a soma dos valores regionais avançou 0,13% e chegou a R$ 112,04 bilhões. O montante garantiu a manutenção do Grande ABC (considerando que fosse um município) no quarto lugar do ranking entre as dez cidades com maior participação no PIB nacional, atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Os dados municipais foram divulgados ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

No entanto, mais uma vez a região perdeu participação na economia nacional, já que, percentualmente, o total de bens e riquezas oriundos das sete cidades passou de 1,89% em 2015 para 1,78% em 2016. Para especialistas, a redução é explicada, essencialmente, por conta da indústria, setor que possui maior valor agregado e que foi duramente atingido durante a crise econômica, que teve seu auge no biênio 2015/2016. Durante esse intervalo, o setor, principal motor da região, diminuiu seu peso tanto no Estado de São Paulo quanto no País.

“No Grande ABC, a indústria pode ter reduzido a capacidade produtiva no período, uma vez que a crise econômica acabou afetando a produção”, afirmou o gerente da coordenação de contas nacionais do IBGE, Frederico Cunha.

Também é importante lembrar que a base de 2015 é bastante depreciada. Ao longo daquele ano foram registradas diversas demissões e PDVs (Planos de Demissões Voluntárias), principalmente no setor automotivo, vital para a indústria regional.

O economista e professor coordenador do Conjuscs (Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura) da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Jefferson José da Conceição, pontua que a perda de representatividade da economia local no País é tendência. “Isso vem acontecendo há algum tempo, e isso se deve à redução da atividade da indústria. Tivemos uma fragilidade do segmento, que não se modernizou adequadamente a ponto de se inserir no mercado com uma maior participação.”

O economista e coordenador do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia, Ricardo Balistiero, partilha da opinião. “A perda de participação do PIB da região, em relação ao nacional, está muito articulada com a indústria. Isso porque a nossa região é muito dependente da mesma e não do setor de serviços, por exemplo”, assinalou.

POR CIDADE – Devido ao mau desempenho da indústria, a cidade que mais concentra empreendimentos do ramo, São Bernardo, foi uma das que mais sofreu. Não à toa, uma vez que lá estão cinco das seis montadoras da região. O PIB municipal, o maior das sete cidades, recuou de 42,7 bilhões para R$ 42,1 bilhões entre 2015 e 2016. Santo André, São Caetano e Diadema também apresentaram retrações. Apenas Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra apresentaram expansão na geração de riquezas.

Cunha explicou que isso evidencia bem a dependência da região pelo setor industrial, e cita que Santo André, onde o PIB passou de R$ 26,2 bilhões para R$ 25,8 bilhões possui como atividade principal o setor de serviços. “Há alguns anos, o setor ainda tinha como principal atividade a indústria. O que continua em São Bernardo, Diadema e Mauá, por exemplo. Percebemos que houve uma mudança na caracterização da cidade”, explicou.

Fonte: https://www.dgabc.com.br/Noticia/2998241/pib-da-regiao-volta-a-crescer-e-se-mantem-como-4-maior-do-pais#

 

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Um Comentário

  1. Sebastião Geraldo Ferreira Gomes disse:

    Ciente!.

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