Debate sobre “Serviço Público e Democracia” abre o segundo dia de atividades da 5ª Conferência

“A burocracia sempre serviu a regimes totalitários e não tem compromisso com a democracia”, disse o presidente da ENAP. Com informações: Juliana Martins p/FONACATE Publicado em 18/04/2018 às 15:42 | Atualizado em 18/04/2018 às 15:53

 

 

Dando início ao segundo dia de atividades da 5ª Conferência Nacional das Carreiras Típicas de Estado, os palestrantes Francisco Gaetani, presidente da Escola Nacional de Administração Pública (ENAP) e Juarez Guimarães, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) debateram o “Serviço Público e a Democracia” na manhã desta quarta-feira, 18 de abril. O painel foi coordenado por Roberto Kupski, que compôs a mesa como representante dos presidentes do Fonacate ao longo dos dez anos de história.

 

Kupski agradeceu a participação de todos e ressaltou que o tema é “extremamente perspicaz para o momento”. Francisco Gaetani falou sobre a burocratização do Serviço Público. Sob perspectivas históricas e sociais, apontou como, para ele, a lógica de funcionamento tem sido inimiga da democracia. “A burocracia sempre serviu a regimes totalitários e não tem compromisso com a democracia”.  O presidente da ENAP defendeu que é preciso enfrentar questões fundamentais para melhorar o serviço público, como a reformulação das carreiras do Executivo Federal.  Para ele, esse debate ficou em segundo plano nos últimos governos e agora “precisa ir para rua e para o Congresso”.

 

 

O professor Juarez Guimarães iniciou a intervenção dissertando sobre o atual cenário político/econômico/social do país e o comparou a um abismo. “Próprio da condição abismal é não ver o fundo e nós não estamos vendo o fundo disso. ” Para ele, a precarização das condições de trabalho no país influencia de forma negativa o reconhecimento dos servidores públicos. “O servidor hoje está sob fogo cruzado. De um lado, o que é público está sob ataque. Do outro, em um cenário com condições de trabalho precárias, os direitos dos servidores públicos são vistos como privilégios.”

fonte: http://www.fonacate.org.br/v2/?go=noticias&id=2248

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Um Comentário

  1. Sebastião Geraldo Ferreira Gomes disse:

    Ciente!

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